Em Vitória da Conquista isso não é diferente, e um dos locais mais procurados pela população é o Ceasa. O repórter Jackson Mendes esteve no local para conferir o preço das mercadorias nessa época de grande procura e conversou com o comerciante Luiz Henrique que afirmou que buscou manter o preço razoável para o consumidor.
Mantendo um preço bem razoável. A gente não pode manter o preço na cima. A gente tem que trazer o povo para o nosso lado. Então, quando a gente acha uma oferta melhor, a gente procura passar para o cliente também. Por isso que a gente botou o bacalhau de 75 reais”.
Em contrapartida, uma cliente falou que na sua opinião o preço ainda está caro, mas que já encontrou preços mais elevados em outros lugares: “tá caro, mas não muito. Já vi em alguns lugares bem pior. Mais ou menos depende do tipo de peixe”.
Outro comerciante falou sobre a tradição familiar na venda de peixes em Vitória da Conquista, e o aumento da procura na semana santa: “São três gerações, desde meu avô. A gente está falando de 40 anos. Então nessa época sempre tem uma procura a mais pelo pescado por conta da quaresma e a venda aumenta de forma exponencial principalmente com peixe salgado e peixe fresco”.
Apesar das variações nos preços e das diferentes percepções dos consumidores e comerciantes, a Semana Santa segue como um dos períodos mais importantes para o comércio de pescados em Vitória da Conquista. Entre tradição, fé e economia, feirantes e clientes mantêm viva uma prática que atravessa gerações.
Por Matheus Guimarães, sob supervisão