A Polícia Federal investiga uma possível relação do candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) com uma frente da Operação Overclean que apura suspeitas de fraudes em contratos da Secretaria de Educação de Belo Horizonte. Segundo a investigação, o ex-prefeito de Salvador teria indicado Bruno Barral, que havia trabalhado em sua gestão na capital baiana, para comandar a pasta em Belo Horizonte. Os contratos analisados somam mais de 80 milhões de reais.
A PF chegou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para realizar busca e apreensão contra ACM Neto. O pedido teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, mas foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso, que considerou insuficiente a base legal para autorizar a medida. A investigação também aponta centenas de contatos entre ACM Neto e o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”.
A décima fase da Operação Overclean foi deflagrada nesta quinta-feira (17), com 24 mandados de busca e apreensão em seis estados, incluindo Bahia e Minas Gerais. Entre os alvos estão Bruno Barral, José Marcos de Moura e os empresários Fábio e Alex Parente. A PF apura possíveis direcionamentos em contratações de serviços e materiais didáticos realizadas entre 2024 e 2025. ACM Neto nega envolvimento e afirmou que a divulgação das informações representa uma tentativa de interferência no processo eleitoral.