O Indicador de Inadimplências das Empresas da Serasa Experian registrou um novo recorde de 7,3 milhões de empresas com inadimplência no Brasil em março de 2024. Esse foi o maior registro desde o início do indicador.
O valor das dívidas somadas também bateu recorde, chegando a R$ 169,8 bilhões. No mês de fevereiro, eram 7,2 milhões de empresas com dívidas somadas no valor de R$ 164,2 bilhões.
De acordo com o indicador da Serasa, a maioria das empresas com inadimplência eram do segmento de Serviços, com 53%, seguido pelos segmentos de Comércio (34,8%), Indústria (8,0%), empresas do setor financeiro e do terceiro setor (3,3%) e o setor primário (1,0%).
Em comunicado, a economista da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, afirmou os motivos deste novo recorde.
O cenário de inadimplência recorde entre as empresas reflete os efeitos prolongados de juros elevados, além das dificuldades de acesso ao crédito, especialmente para os pequenos negócios. Esses são os mais impactados porque, em geral, têm menor capital de giro, maior dependência do crédito bancário e menos margem para absorver oscilações do mercado”.
De acordo com a Serasa, no mês de março, 6,9 milhões de empresas inadimplentes eram de micro e pequeno porte, que acumularam mais de R$ 48 milhões em dívidas cada, o que totaliza num valor superior a R$ 146,2 bilhões, o que representa a aproximadamente 86,1% do valor das inadimplências de março.
Os estados brasileiros com as maiores taxas de inadimplência em março foram o Distrito Federal (40,9%), Alagoas (40,3%) e Pará (39,8%). Já os estados com menor taxa são Santa Catarina (24,5%), Espírito Santo (24,8%) e Piauí (25%).