O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta sexta-feira (27) o afastamento cautelar de Magid Nauef Láuar, desembargador da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), que havia votado pela absolvição de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos. A medida foi tomada em meio a investigações sobre condutas do magistrado e reforça a gravidade que o caso ganhou nas últimas semanas.
A decisão do CNJ ocorre depois de repercussão negativa da absolvição e de denúncias de que o magistrado teria praticado delitos sexuais enquanto atuava como juiz nas comarcas de Ouro Preto e Betim (MG). Segundo o órgão, pelo menos cinco pessoas foram ouvidas pela Corregedoria Nacional de Justiça, e há indícios suficientes para justificar a continuidade da apuração sem a presença do desembargador no cargo.
Antes de ser afastado, o desembargador revogou sua própria decisão e restabeleceu a condenação do réu, determinando inclusive a prisão do acusado, após manifestação de órgãos como a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério das Mulheres, que haviam pedido investigação da conduta do magistrado. O TJ-MG informou que Láuar não irá se pronunciar sobre as alegações no momento.