Bahia

Wanda Chase: jornalista deixa legado no jornalismo e na luta antirracista

Jornalista, escritora e referência na valorização da cultura negra, Wanda Chase deixou um legado de luta pela representatividade nos meios de comunicação

A jornalista Wanda Chase morreu na noite de quarta-feira (2), ao passar por uma cirurgia de aneurisma da aorta no Hospital Tereza de Lisieux, em Salvador. A repórter e apresentadora trabalhou por 27 anos na TV Bahia, onde se consolidou como comunicadora e ativista do movimento negro.

Nascida no Amazonas, Wanda Chase se mudou para a Bahia em 1991. O enterro dela deve acontecer no sábado (5), no Cemitério Campo Santo, quando os familiares chegarão na capital baiana.

Segundo a família, Wanda anunciou que estava com problemas de saúde há cerca de um mês, após uma virose. Depois de procurar ajuda médica, a jornalista foi diagnosticada com uma infecção urinária e, em seguida, uma infecção intestinal. Wanda Chase deu entrada no hospital na quarta-feira, onde teve o diagnóstico de aneurisma dissecante da aorta, doença grave que ocorre quando a camada interna da aorta se rompe.

A jornalista entrou em cirurgia por volta das 17h. A morte dela foi comunicada para os familiares quase 6 horas depois.

Wanda Chase foi mais do que uma jornalista. Com um olhar afiado para a representatividade negra na mídia, ela construiu uma carreira que rompeu barreiras e abriu caminhos para novas gerações. Seu trabalho à frente de pautas sobre a negritude fez dela um símbolo da resistência no jornalismo nacional.

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Com passagens marcantes por emissoras como a TV Globo e a TV Brasil, Wanda se destacou não apenas pela competência profissional, mas pela luta constante por um jornalismo que desse visibilidade à cultura afro-brasileira. Além da atuação na TV, Chase também deixou sua marca na literatura e na produção cultural, sempre com o compromisso de narrar histórias muitas vezes silenciadas pela grande mídia.

Sua militância em prol da valorização da identidade negra fez dela uma figura inspiradora dentro e fora das redações. A morte de Wanda Chase, aos 64 anos, representa uma perda imensurável para o jornalismo e para a cultura brasileira. Seu legado, no entanto, permanece vivo em cada pauta que ajudou a construir e em cada jornalista negro que encontrou nela uma referência para seguir em frente.

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