O jornalista Levi Vasconcelos analisou o cenário político nacional e baiano em entrevista ao Jornal Band News desta segunda-feira (28). Com 50 anos de experiência no jornalismo e cerca de quatro décadas dedicadas à cobertura política e do Judiciário, ele avaliou os efeitos do resultado eleitoral para os grupos políticos do país. Na análise sobre a Bahia, Levi afirmou que o cenário é favorável ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues. “O cenário, do ponto de vista do pessoal do governo, de Jerônimo e companhia limitada, é o melhor possível. É o melhor possível porque Lula também ganhou, como todo mundo viu, no domingo”, declarou.
Ao comentar a situação da oposição baiana, o jornalista destacou as dificuldades enfrentadas pelo grupo de ACM Neto durante a disputa eleitoral. Segundo Levi, o ex-prefeito de Salvador enfrentou as estruturas políticas dos governos estadual e federal. “Estava enfrentando a máquina do Estado e a máquina federal, o que não é fácil. Então, ele perdeu as duas, a do Estado e a federal”, avaliou. Levi também ressaltou que as articulações políticas para as próximas eleições já começaram. “Acaba uma eleição e já se começa a discutir outra. No plano federal já se discute 2030 e, no estadual, também”, afirmou.
Durante a entrevista, Levi apontou Rui Costa como um dos nomes que podem ganhar espaço nas articulações políticas para o período posterior ao governo Lula. Para o jornalista, a experiência administrativa do ex-governador e a relação construída com o presidente podem favorecer essa possibilidade. “Ele é um cara bem operoso. Se você for olhar Rui Costa aqui na era do PT da Bahia, Jaques Wagner é o rei da vasilinagem. Jerônimo também é muito vasilina, mas Rui Costa não. Rui Costa é gestor”, declarou. Ao concluir a análise, Levi reforçou: “É fato objetivo que Lula também vai buscar a pretensão de construir um nome novo, uma alternativa. E não tenha dúvida de que Rui Costa está no radar”.