O fogo se espalhou rapidamente pela parte inferior do imóvel, onde moravam duas famílias. Duas crianças ficaram em estado grave após inalarem grande quantidade de fumaça. Elas estavam sob os cuidados da avó enquanto os pais trabalhavam.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e chegou ao local com rapidez, mas enfrentou dificuldades devido à intensa fumaça e à estrutura do imóvel. As crianças foram resgatadas inconscientes e levadas às pressas para a UPA. Uma delas precisou ser entubada.
De acordo com o sargento do Corpo de Bombeiros Charles Amaram Batista, em entrevista ao Jornal Band News desta terça-feira (13), a situação encontrada exigiu prioridade na retirada de pessoas que estavam dentro da casa tentando ajudar sem o devido preparo.
“O que mais mata em um incêndio não é o fogo, é sim a fumaça. A fumaça, ela tem uma capacidade tóxica e de calor muito alta. Setenta por cento do calor de um incêndio está contido na fumaça”, explicou.
Segundo ele, no momento da chegada da equipe, a fumaça já tomava grande parte do ambiente. “A fumaça estava aproximadamente na altura da cintura de uma pessoa de 1,70 metro, mais ou menos. Já tinha bastante fumaça no local”, relatou. A causa do incêndio ainda está sob investigação e será definida pela perícia.
O sargento destacou que, ao chegar, os focos de chamas estavam concentrados na sala da residência. “Eu só enxerguei sinais de fogo, de chamas, na sala. Era o primeiro cômodo do local. Os outros ambientes foram afetados apenas por fumaça”, afirmou.
Apesar da gravidade da ocorrência, as crianças não apresentavam queimaduras aparentes no momento do resgate. “Eu vi sinais de fumaça apenas, elas inalaram fumaça. Eu não consegui perceber nenhuma queimadura no corpo delas”, disse o sargento.