
No dia 22 de março, Dom Vitor Agnaldo de Menezes assumiu oficialmente a missão de arcebispo metropolitano de Vitória da Conquista, sucedendo Dom Josafá, transferido para o estado de Sergipe.
Natural de Curaçá, na Bahia, Dom Vitor teve uma trajetória marcada pela fé desde a infância. “Na verdade, eu sou baiano, nasci numa fazenda, pelas mãos de uma parteira, Joana, na fazenda dos meus avós no município de Curaçá, na Bahia”, revelou o arcebispo. Ele completou seus estudos em filosofia e teologia, e sua experiência pastoral se deu principalmente em Jequié, onde atuou como padre por 20 anos. “Eu fui padre 20 anos em Jequié”, contou.
A nomeação de Dom Vitor para a Arquidiocese de Vitória da Conquista foi divulgada no dia 14 de janeiro, e a cerimônia de posse aconteceu em março, em um evento que contou com grande presença popular. “Impressionante como o povo de fato me acolheu tão bem. É a fama que a cidade tem de ser uma cidade acolhedora e eu estou provando isso”, destacou ele, emocionado com o caloroso acolhimento.
Dom Vitor fez questão de reforçar a continuidade do trabalho iniciado pelos seus antecessores. Ele afirmou: “As prioridades já estão, digamos assim, organizadas através de assembleias pastorais, assembleias diocesanas. Então, eu cheguei e já encontrei essas diretrizes.” Ao falar sobre suas primeiras ações, ele destacou a importância de fortalecer áreas como a juventude, a família e a pastoral da comunicação, mencionando o apoio de diversos profissionais da comunicação local para colaborar com esses esforços.
Quando questionado sobre suas prioridades pastorais, Dom Vitor enfatizou a continuidade do trabalho já realizado, mas também a necessidade de estar atento às demandas sociais e pastorais da região. “A juventude, a família, a pastoral da comunicação… essas já são algumas das prioridades”, afirmou.
Além disso, Dom Vitor expressou o desejo de ampliar a presença da Igreja na região, especialmente no atendimento à juventude e nas questões sociais. “A Igreja pode atuar mais ativamente nas questões sociais da região, como a pobreza e a violência”, disse ele, destacando a importância do diálogo com o Estado e o papel da Igreja em apoiar projetos sociais onde o poder público não chega. “A Igreja só entra, só organiza ou assume algum projeto social quando o Estado falta”, explicou.
Ao ser perguntado sobre iniciativas novas para fortalecer a fé, Dom Vitor, revelou que está estudando a possibilidade de criar novas paróquias, além de trazer mais comunidades religiosas para a região. “A cidade de Vitória da Conquista, ela está precisando de mais paróquias”, afirmou, reconhecendo a necessidade de uma maior presença da Igreja para atender aos cerca de 160 mil habitantes da cidade.
A busca por atrair mais jovens para a Igreja Católica também é uma das preocupações do novo arcebispo. “Aqui nós temos uma ausência da Igreja na pastoral universitária. São muitos universitários do Brasil inteiro, jovens, que estão aí, que a Igreja não está conseguindo atingir”, explicou ele, sugerindo a possibilidade de trazer congregações como os salesianos, conhecidos pelo trabalho com a juventude.
Em sua mensagem final à comunidade, Dom Vitor deixou um apelo de esperança. “Tenhamos esperança, não vamos desistir, não vamos desanimar da vida, vamos continuar lutando porque é belo viver”, afirmou. Ele também falou sobre a importância da Campanha da Fraternidade, que este ano foca na ecologia e na solidariedade com os mais necessitados: “A nossa solidariedade é com a casa comum, é com a ecologia. Então, que você também possa defender a natureza desde coisas simples.”
Confira a entrevista completa: