A Prefeitura de Vitória da Conquista declarou, nesta terça-feira (3), Situação de Emergência em diversas áreas das zonas urbana e rural do município. O Decreto nº 24.131 foi publicado em uma edição extra do Diário Oficial.
A decisão acontece com base no Parecer Técnico nº 01/2026 da Defesa Civil do Município, que classifica o desastre como Nível II (média intensidade), após episódios críticos causados pelas fortes chuvas.
O decreto é válido por 90 dias, e autoriza a prefeitura a adotar medidas urgentes, como: a dispensa de licitação, para agilizar a aquisição de bens e serviços destinados exclusivamente ao atendimento de emergência e obras de segurança; a mobilização de recursos; e a utilização da equipe intersetorial, com mais de 150 servidores das secretarias de Saúde, Assistência Social e Infraestrutura na atuação no suporte direto à população.
O município chegou a 18 dias seguidos de chuvas, acumulando cerca de 285,67 milímetros em alguns pontos da cidade. Essa grande quantidade de chuvas é causado pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e do fenômeno La Niña, e teve como consequência o isolamento temporário de populações rurais e alagamentos severos na zona urbana, além da destruição de avenidas da cidade.
As áreas abrangidas pelo decreto incluem os bairros Alto Maron, Bateias, Boa Vista, Campinhos, Espírito Santo, Jurema, Recreio, Lagoa das Flores e Zabelê, na zona urbana; e os distritos Bate-Pé, Pradoso, José Gonçalves e São João da Vitória, na zona rural.
O levantamento técnico da Defesa Civil aponta para mais de 7 mil pessoas afetadas em todo o município, com cerca de 2.300 pessoas da zona rural afetadas devido à interrupção do fluxo de deslocamento. Além disso, dez residências desabaram e outras 31 foram danificadas.
Até o momento, as chuvas causaram um prejuízo financeiro estimado em R$ 12,735 milhões. Desse montante, cerca de R$ 6,4 milhões referem-se a danos na infraestrutura urbana, e outros $ 3 milhões são destinados à recuperação de estradas vicinais, pontilhões e mata-burros na zona rural.
Por Matheus Guimarães, sob supervisão