O presidente Lula visitou a Bahia no último sábado (14) e acompanhou o show da banda Baiana System no camarote oficial do Governo da Bahia ao lado do governador Jerônimo Rodrigues. Para o jornalista e colunista de política da Band Bahia, Victor Pinto, a visita do presidente não é apenas um cumprimento de agenda, mas tem também um propósito político claro.
A visita de Lula a Bahia tem leitura política clara. Primeiro é porque marca um território. A Bahia é um dos principais redutos eleitorais do presidente e um dos estados que mais pesam no resultado nacional. Não vem apenas para a agenda institucional, vem para reforçar seu vínculo simbólico e político”.
O jornalista também fez uma análise da imagem que o governador da Bahia passou ao estar ao lado de Lula.
O governador Jerônimo Rodrigues é quem mais capitaliza essa presença ao aparecer do lado de Lula em pleno carnaval, amplia exposição, reforça alinhamento e passa a mensagem de que segue com respaldo direto do Planalto. Em um período pré-eleitoral, a imagem vale muito”.
No lado da oposição, a ação do prefeito de Salvador, Bruno Reis, em fechar o camarote e descer para a Barra também foi politicamente calculado, segundo análise de Victor Pinto.
Do outro lado, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, fez um gesto calculado. Chegou a fechar o camarote oficial e desceu com seus aliados para a barra. Isso durante a visita do presidente. No dia seguinte, minimizou a passagem dizendo que não viu novidade e que os adversários vão usar Lula como muleta eleitoral. É a narrativa da oposição tentar nacionalizar menos a disputa estadual no entendimento do prefeito Salvador”.
Mas a contrapartida do presidente, segundo Victor Pinto, foi justamente ao acompanhar o show de Baiana System.
Mas Lula deu seu próprio recado. Acompanhar a passagem do Baiana System, banda com um posicionamento político bastante claro, mostrou disposição física e também alinhamento ideológico e a repercussão foi imediata em todo país. No resumo, Lula não veio apenas para brincar carnaval, mostrar que está inteiro fisicamente ao ponto de pular durante a passagem de um bloco, veio lembrar que a Bahia é peça-chave no tabuleiro de 2026”.
Por Matheus Guimarães, sob supervisão