O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou na tarde desta terça-feira (27), por volta das 17h (de Brasília), aos Estados Unidos. O avião que levou o candidato derrotado à Presidência desembarcou no aeroporto de Fort Lauderdale, na Flórida, onde o parlamentar pedirá asilo político a Donald Trump.
A informação surge em meio ao monitoramento sobre o paradeiro do senador após a Polícia Federal cancelar os passaportes de Flávio Bolsonaro (PL) por ter expirado o prazo dado para a entrega dos documentos. A instituição comunicou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o não cumprimento da decisão judicial, que venceu às 11h.
A decisão para reter seus passaportes – comum e diplomático – é de Moraes, baseada em uma fala de Eduardo Bolsonaro, do último dia 23, de que teria aconselhado o irmão a deixar o país caso perdesse a eleição contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro do STF também o proibiu de deixar o país e vedou qualquer contato de Flávio com o advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar investigado por lavagem de dinheiro.
Na manhã desta terça-feira, surgiram informações de que Flávio teria deixado o Brasil seguindo para a Argentina. A Polícia Federal chegou a acionar autoridades do país vizinho, mas o governo local negou a entrada do parlamentar ou a existência de plano de voo envolvendo a família Bolsonaro.
Checagens efetuadas em uma aeronave privada no Aeroporto Internacional de Iguazú confirmaram que a documentação estava regular e sem registro dos familiares a bordo. Paralelamente, a assessoria do senador e a coordenação de sua campanha negaram qualquer tentativa de fuga para a Argentina, sustentando que ele permanecia em sua residência.
No início da tarde desta terça-feira, o clima no PL era de indignação com a saída de Flávio do país. Aliados mais próximos entendem que a ida do senador aos Estados Unidos enfraquece o aumento do partido no Congresso e a força da direita no Brasil.
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