Oito baianos estão entre os 23 brasileiros vítimas de tráfico de pessoas localizados em Madagascar, na África. Segundo as autoridades, o grupo foi inicialmente levado para o Camboja, no Sudeste Asiático, onde teria sido submetido a trabalho forçado em complexos utilizados para a aplicação de golpes. Depois, os brasileiros foram detidos em Madagascar.
As vítimas já não estão presas e aguardam o processo de repatriação. Na Bahia, o caso é acompanhado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. Segundo a coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas da Bahia, Hildete Souza, os brasileiros teriam sido atraídos por falsas propostas de emprego. De acordo com a secretaria, os criminosos oferecem salários que podem chegar a R$ 30 mil para convencer as vítimas a deixar o país. O órgão alerta ainda que o tráfico de pessoas pode estar associado a outros crimes, como tortura e, no caso das mulheres, exploração sexual.
O caso é acompanhado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, pelo Ministério das Relações Exteriores e por organizações internacionais de ajuda humanitária. As instituições trabalham para garantir o retorno dos brasileiros e também investigam os responsáveis pelo recrutamento e pelo tráfico. Denúncias sobre tráfico de pessoas podem ser feitas pelo Disque 100, canal oficial de atendimento do governo.