Questionado pelo jornalista de política Victor Pinto sobre notícias divulgadas por colunistas de circulação nacional que apontavam um suposto desapontamento com o ministro Sidônio Palmeira, Jaques Wagner afirmou que não participou de qualquer conversa sobre o assunto e ressaltou que compreende o papel de quem integra a equipe do presidente da República. “Com muita franqueza com você é evidentemente o papel de alguém que assessora o presidente da República é protegê-lo… eu não participei de nenhuma conversa onde tivesse presente o ministro Sidônio.”
O senador revelou que, após a operação, conversou diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decidiu deixar a liderança do governo no Senado para se dedicar à campanha eleitoral na Bahia. Segundo Wagner, a conversa ocorreu em clima de amizade e confiança. “Eu fui a Brasília, tive uma conversa excepcional com um amigo de longa data de 48 anos… eu acho melhor porque, me afastando da liderança, eu posso me dedicar mais à campanha aqui na Bahia, que é meu foco principal hoje.”
Ao comentar os rumores de um possível desgaste com Sidônio Palmeira, Wagner negou qualquer atrito e afirmou que mantém respeito pelo ministro e confiança no presidente Lula. “Eu não tenho nenhuma zanga com o Sidônio… para mim vale a decisão do presidente Lula… eu fico com a decisão do presidente da República, que só faz carinho no meu coração quando ele esteve aqui no dia primeiro de julho.”