O vereador Diogo Azevedo (PSDB) afirmou que as divergências públicas com a gestão da prefeita Sheila Lemos (União Brasil) fundamentam sua saída do União Brasil, motivo que levou à decisão liminar do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) suspendendo seu mandato por suposta infidelidade partidária.
Durante entrevista ao Jornal Band News, desta sexta-feira (3) ao ser questionado pelo jornalista Victor Pinto sobre quais fatos justificariam a desfiliação, já que permaneceu no mesmo grupo político em âmbito estadual, Diogo afirmou que sempre priorizou sua atuação parlamentar em detrimento de interesses partidários.
“O povo de Conquista não é atendido. Votei contra a criação de novos cargos, tive um posicionamento bem contundente em relação à retirada do transporte público que a prefeita queria e venho criticando a saúde pública decadente da nossa cidade desde o início do mandato. Isso é discordar da maneira de governar”, declarou. O vereador também afirmou ter destinado cerca de R$ 3,5 milhões para a área da saúde e disse que levou suas insatisfações diretamente à prefeita em diversas reuniões.
Diogo Azevedo ainda classificou como “grave” a interpretação apresentada no processo e demonstrou confiança na reversão da decisão liminar. “A Justiça vai avaliar e tenho certeza de que vamos ter sucesso e derrubar essa decisão monocrática”, afirmou. A suspensão do mandato foi determinada em ação que questiona sua saída do União Brasil para o PSDB, sob alegação de que não houve justa causa para a mudança partidária. O mérito do caso ainda será analisado pelo plenário do TRE-BA.
*Flávia Mota, sob supervisão