A secretária de Saúde de Vitória da Conquista, Fernanda Maron, afirmou em entrevista ao Band Cidade nesta segunda-feira (1º) que, apesar da inauguração do equipamento de radioterapia no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), o maior desafio está no primeiro atendimento ao paciente com câncer. Segundo ela, 179 pessoas aguardam o acesso inicial, porque a transição da alta complexidade para o Governo do Estado, embora confirmada, ainda não foi executada. “Estamos há cinco meses sem liberação de agenda para o primeiro acesso”, destacou.
Sobre críticas ao Facilita Saúde, Maron reconheceu dificuldades, mas disse que houve avanços após a reorganização interna. “Aprendemos com as críticas… reestruturamos processos e aquelas filas do dia vinte deixaram de existir.” Ela explicou que a oferta de especialistas sofre com o subfinanciamento do SUS, o que reduz o interesse de profissionais em atender pelo sistema. “A tabela paga dez reais por consulta; o município complementa, mas ainda assim é insuficiente.”
A secretária informou que não há projeto de hospital municipal, enquanto a UPA da Zona Oeste deve ser inaugurada no segundo semestre de 2026. Também comentou a sobrecarga da maternidade Esaú Matos, que recebe partos de toda a região. “É uma referência para alto risco, mas tem atendido baixo risco dos municípios, o que gera superlotação.” Sobre a falta de insulina, explicou que o problema decorre da mudança nacional para canetas permanentes, com envio insuficiente pelo Estado. “Não é uma realidade só de Conquista; atinge toda a Bahia.”
Ela ainda destacou ações de vacinação, prevenção da dengue e mobilizações referentes ao HIV/AIDS e ao câncer de pele. A contratação de agentes comunitários pode ocorrer em 2026, já com estudos concluídos. Nas palavras finais, reforçou o compromisso da gestão: “Estamos aqui para servir e fortalecer processos. O sucesso de uma política depende da participação de todos.”
Confira a entrevista completa: