Dia 28 de junho é o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, uma data que marca a luta histórica por direitos, visibilidade e respeito à diversidade. Em Vitória da Conquista, as celebrações vão além da simbologia: se concretizam em ações afirmativas, culturais e políticas que colocam a cidade como referência no interior da Bahia.
Uma dessas conquistas foi o reconhecimento da Marcha do Orgulho LGBTQIAPN+ como Ponto de Cultura, por meio da Chamada Pública nº 011/2024 da Secretaria Municipal de Cultura. Agora oficialmente integrada à Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), a iniciativa passa a contar com apoio institucional, acesso a recursos e visibilidade ampliada para promover arte, diversidade e direitos humanos no município.
Entre as atividades já realizadas em 2024 está a segunda edição da Gaymada, o campeonato municipal de baleado com temática LGBTQIAPN+, realizada no dia 17 de maio, mesma data em que a OMS retirou a homossexualidade da lista de doenças, em 1990. A competição reuniu times com fantasias criativas, DJs convidados e muita celebração da diversidade, com vitória do time “Sininho”.
A programação incluiu ainda o lançamento oficial da Marcha, com apresentações de artistas como IcyKiss, Mina, Dridda e Luna Ravena, e falas de lideranças do movimento. A noite contou com a presença de Anderson Rocha, coordenador da Marcha, e Isadora (Pipa), presidente do Conselho Municipal da Diversidade Sexual e de Gênero.
Durante o evento, foi anunciado que a Marcha do Orgulho LGBTQIAPN+ 2025 acontecerá no dia 9 de agosto, às 14h, na Praça da Normal, com o tema:
“Em defesa da democracia e dos direitos da população LGBTQIAPN+: fortalecendo as políticas públicas no território de Vitória da Conquista”.
A cidade também sediou, nos dias 12 e 13 de junho, a Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, no CEMAE, reforçando o compromisso com o debate e o avanço das políticas públicas.
Outro destaque foi o lançamento do Manifesto pela instalação da DECRIN — Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. O documento cobra estrutura e ações específicas para garantir justiça e segurança à comunidade LGBTQIAPN+ e aos praticantes de religiões de matriz africana.
Além disso, a coordenação da Marcha está em diálogo com a Prefeitura para garantir acessibilidade e inclusão, com intérpretes de Libras nos eventos e maior participação de Pessoas com Deficiência (PCDs) nas atividades do movimento.