Na noite desta terça-feira (29), a Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista recebeu o lançamento do livro História e Memória da Arquidiocese de Vitória da Conquista (Casa Sol Invictus, 463 páginas), obra que marca os 70 anos de criação da Diocese e os 25 anos da Província Eclesiástica da cidade. A publicação é fruto de uma construção coletiva entre religiosos, pesquisadores e agentes pastorais, e busca registrar a presença histórica e cultural da Igreja Católica na região Centro-Sul da Bahia.
Idealizado por Dom Josafá Menezes da Silva, arcebispo emérito da cidade e atual arcebispo de Aracaju, o projeto tem organização do diácono Luciano Lima Santana e da professora Ana Palmira B. S. Casimiro, fundadora do Museu Pedagógico da UESB. O livro é dividido em três eixos: História, Memória e Dados e documenta desde a primeira igrejinha do Sertão da Ressaca até a atual estrutura da Arquidiocese, com quatro vicariatos e dezenas de paróquias.
Durante o lançamento, a professora Ana Palmira destacou o envolvimento emocional e histórico com a obra. “Eu sou conquistense, fui batizada ali, participei da vida da igreja desde criança. O livro vai além dos registros oficiais, ele carrega também a alma de um povo”, afirmou.
O vice-prefeito de Vitória da Conquista, Aloísio Alan (Republicanos), ressaltou a contribuição da Igreja Católica para a educação e formação social da cidade.
A memória de 70 anos da Arquidiocese está ligada não só à espiritualidade, mas também à educação. Tivemos padres, bispos e religiosas que ajudaram a fundar escolas como o Colégio Paulo VI, as Sacramentinas e o colégio do Padre Palmeira. É uma história que merece ser registrada e respeitada.”
Já o vereador Luís Carlos Dudé (União Brasil), emocionado, lembrou das vivências pessoais ligadas à fé e às tradições locais:
Eu vivi momentos lindos na Igreja Católica, desde menino correndo pelos bancos da catedral, nas festas de Nossa Senhora das Vitórias. Cada barraca, cada canto da praça traz uma lembrança. A Igreja é parte da história afetiva da nossa terra.”
Dom Vítor Agnaldo de Menezes, atual arcebispo de Vitória da Conquista, celebrou o valor simbólico do livro como ponto de partida para a continuidade da missão:
“Eu ainda não faço parte dessa história contada no livro, mas espero que um segundo volume já possa registrar nossa presença aqui. O mais importante é olhar para o passado com gratidão e para o futuro com esperança.”
Dom Josafá Menezes destacou que a obra é também um convite à reflexão espiritual:
“É um registro da dedicação de tantas pessoas a Deus e à cidade. E também uma mensagem para os dias de hoje: o mundo precisa de mais fé, de mais esperança. Deus conduz a história e continuará conduzindo.”
A publicação reúne capítulos de diversos autores e será distribuída em instituições religiosas e bibliotecas. Os organizadores planejam disponibilizar, futuramente, uma versão digital gratuita, ampliando o acesso ao conteúdo que preserva e celebra sete décadas de fé, história e identidade.