O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3) a realização de um ataque em larga escala contra a Venezuela. Segundo ele, ações aéreas e terrestres atingiram Caracas e outras cidades, resultando na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores, que teriam sido retirados do país. O anúncio foi feito por meio das redes sociais, com a promessa de mais detalhes em coletiva de imprensa ainda neste sábado.
O governo da Venezuela negou a versão apresentada por Trump e classificou a ação como agressão estrangeira. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, rejeitou a presença de tropas externas e pediu apoio da comunidade internacional. A vice-presidente Delcy Rodríguez denunciou bombardeios em Caracas e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira, com mortes de civis, além de exigir provas de vida de Maduro e da primeira-dama.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a ofensiva e afirmou que a ação representa uma grave violação do direito internacional. “Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, declarou o presidente da República.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), também se manifestou e disse estar alinhado à posição do governo federal. Ele informou que o Governo da Bahia atua para identificar a situação de baianos que estão na Venezuela, em articulação com a Embaixada do Brasil e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Segundo Jerônimo, a gestão estadual mantém o compromisso com a defesa do diálogo, da paz e da convivência pacífica entre os países.