O Ministério da Saúde deve encaminhar na próxima semana à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no Sistema Único de Saúde (SUS) o pedido para incluir a versão injetável da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) na rede pública. O medicamento, chamado cabotegravir, é aplicado a cada dois meses e poderá ser oferecido ainda este ano, caso receba parecer favorável e seja incorporado pelo Sistema Único de Saúde.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo negocia com a farmacêutica GSK o preço final e a quantidade de doses que serão adquiridas. O ministro afirmou que o cabotegravir foi escolhido por apresentar um custo considerado viável, ao contrário do lenacapavir, que oferece proteção por até seis meses, mas teve valor classificado como incompatível com a capacidade de compra do SUS.
Atualmente, o SUS já disponibiliza a PrEP na versão oral, com comprimidos de uso diário. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 350 mil pessoas já utilizaram o medicamento. Estudos apontam que a versão injetável pode aumentar a adesão ao tratamento, já que exige aplicações bimestrais e apresentou alta eficácia na prevenção da infecção pelo HIV.