O avanço do sarampo nas Américas acendeu um alerta para a importância da vacinação, principalmente entre crianças e adolescentes. Segundo alerta epidemiológico divulgado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a região registra, em 2026, o maior número de casos confirmados da doença em 22 anos. Até 13 de junho, foram contabilizados 22.324 casos em 17 países e territórios, além de 38 mortes. México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá concentram 97% dos registros. No Brasil, 24 casos foram identificados neste ano, todos relacionados à importação do vírus. Três foram encerrados sem risco de disseminação e 21 seguem em acompanhamento em São Paulo.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde reforça a importância da Campanha de Multivacinação, que segue até 1º de setembro em todo o país para crianças e adolescentes menores de 15 anos. A ação permite conferir a caderneta e atualizar doses atrasadas, incluindo a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Nos municípios paulistas de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vacinação contra o sarampo foi ampliada para pessoas de 6 meses a 59 anos, conforme as orientações para cada faixa etária. Para bebês de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é adicional e não substitui as doses previstas na rotina aos 12 e 15 meses.
O Brasil mantém o reconhecimento internacional de eliminação da circulação endêmica do sarampo, concedido pela OPAS em 2024, mas a entrada de casos importados representa risco de novos surtos. Por isso, o Ministério da Saúde mantém ações de vigilância e busca ampliar a cobertura vacinal para evitar a transmissão sustentada. Além da tríplice viral, a Campanha de Multivacinação oferece imunizantes contra diversas doenças, como poliomielite, meningites, febre amarela, influenza, covid-19, HPV e dengue. O Dia D de Mobilização Nacional está marcado para 22 de agosto.