Durante todo mês de junho as fogueiras aquecem o frio e os fogos explodem em cores e alegria para anunciar os festejos juninos, mas por outro lado, o manuseio de ambos também alerta para o cuidado com as queimaduras. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), no ano passado, mais de 34 mil atendimentos por queimaduras foram realizados no país durante os meses de festa junina, sendo as mãos as regiões mais afetadas, com lesões de segundo grau, deformidades permanentes ou até amputações.
Para evitar tragédias e hospitalizações neste período de festa, a SBCM recomenda algumas práticas de precaução e um protocolo em casos de ocorrências. Os fogos de artifício devem ser utilizados com responsabilidade, mantendo a distância correta, nunca na direção de pessoas e respeitando as orientações do fabricante. Já no caso das fogueiras, estas devem ser acendidas em locais abertos, longe da fiação elétrica e as pessoas ao redor devem manter uma distância segura e crianças nunca devem se aproximar do fogo sem a supervisão dos responsáveis.
Em casos de acidente, deve-se observar a gravidade da lesão. É recomendado lavar o local com água corrente para esfriar a pele e aliviar dores e caso ela permaneça acompanhada do surgimento de bolhas e inchaços, o ferido deve ser encaminhado imediatamente ao pronto socorro. É importante observar que remédios caseiros como como manteiga, pó de café ou creme dental não devem ser aplicados sobre a queimadura. Segundo os especialistas, somente profissionais da saúde têm conhecimento técnico para determinar o tratamento mais indicado.
As recomendações buscam reforçar a importância da prevenção durante as celebrações, garantindo que o período festivo seja aproveitado com segurança e sem riscos à saúde.
São João: Riscos de acidentes com queimaduras são maiores no período