O repórter do Brasil Urgente, Paulo Axé, foi agredido, nesta quinta-feira (14), pelo advogado, Pedro Henrique Guerreiro, após o repórter fazer entrada ao vivo na 1ª Delegacia Territorial (1ª DT) de Salvador. Segundo Paulo, ele tentava entrevistar a mãe do advogado que estava sendo acusada de injúria e difamação. O advogado defensor da acusada não gostou da abordagem do repórter, e após o fim das gravações, tirou satisfações e o agrediu.
Quando eu cheguei até ela, ele disse, “não, você não tem autorização de mostrar minha imagem”, tudo bem, você não quer falar, mas eu cumpro ordens e o apresentador pediu para que eu fosse até a sua cliente para dar vez em voz a ela também. Como ele se alterou, não gostou que eu fiz isso e ao terminar a matéria, ele começou a conversar comigo […] Ele aí deu uma cusparada no meu rosto, quando ele cuspiu no meu rosto, que eu fui para cima dele para perguntar o que foi, ele desferiu um soco do lado esquerdo no meu supercílio aqui”.
Paulo Axé ainda fez uma grave crítica as agressões que a imprensa sofre constantemente: “essas agressões, a imprensa tem que parar, irmão. Esse é o nosso papel. A gente tem que noticiar. Imagine se não tivesse a imprensa, a situação estaria muito pior, a nossa segurança pública, enfim, tudo estaria muito pior se não fosse a imprensa, irmão, entendeu? O nosso papel de imprensa tem que ser respeitado”.
Segundo Paulo Axé, a mãe do advogado acusou uma mulher candomblecista e seu marido negro de roubo em seu estabelecimento comercial. A população se juntou em volta do casal, e descobriu que eles não haviam cometido o crime. Com isso, o casal realizou a denúncia na 1ª DT.
Paulo Axé prestou queixa e realizou exame de corpo e delito após a agressão.
Por Matheus Guimarães, sob supervisão