A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, teve a morte encefálica confirmada na noite de quinta-feira (16), no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. O protocolo médico foi concluído após exames que atestaram a perda irreversível das funções cerebrais. A informação foi divulgada pela Band Minas, emissora onde a jornalista atuava.
Alice estava internada desde a tarde de quarta-feira (15), quando sofreu um grave acidente na BR-381, na altura de Sabará, na Região Metropolitana da capital mineira. O carro da equipe bateu de frente com um caminhão após, segundo o motorista, invadir a contramão. O cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o veículo, morreu ainda no local. Imagens registradas após a colisão mostram o carro completamente destruído.
A equipe retornava de uma reportagem em Caeté sobre as obras de duplicação da rodovia, conhecida como “rodovia da morte”. Alice foi socorrida em estado grave, passou por cirurgia, mas não resistiu. Em nota, a Band Minas lamentou a perda e informou que presta apoio à família. A jornalista deixa pais, irmão, marido e um filho de nove meses; a família autorizou a doação de órgãos. O caso gerou comoção entre autoridades, entidades e colegas de profissão, que destacaram a dedicação e a trajetória de Alice no jornalismo.