A Receita Federal exonerou um auditor fiscal que exercia função de chefia na Delegacia do órgão em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. A dispensa foi publicada no Diário Oficial da União, sem justificativa formal. O servidor era responsável pela Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório e foi um dos alvos de uma operação da Polícia Federal que apura acessos indevidos a informações protegidas por sigilo fiscal.
A investigação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, busca esclarecer possíveis consultas irregulares a dados fiscais de ministros da Corte e de familiares. Ao todo, quatro servidores são investigados no caso. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o auditor teria acessado dados ligados a uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes, alegando posteriormente que houve confusão de identidade na pesquisa realizada.
Apesar da justificativa, o servidor foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve medidas cautelares impostas, como uso de tornozeleira eletrônica, afastamento das funções públicas e entrega do passaporte. A defesa negou qualquer irregularidade e afirmou que o auditor possui reputação ilibada. A Receita Federal informou ainda que abriu auditoria interna após solicitação do Supremo, enquanto o caso segue sob investigação no STF.