A dez dias do fim do prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda 2025, cerca de 19 milhões de brasileiros ainda não acertaram as contas com o Leão, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira (21).
O prazo para enviar a declaração termina no dia 31 de maio, e a expectativa é que pelo menos 43 milhões de declarações sejam recebidas neste ano. Até agora, pouco mais de 24 milhões foram entregues.
Nos últimos dias, o sistema pode ficar sobrecarregado devido à alta demanda, o que gera lentidão ou até dificuldades no envio. Quem deixar para o último momento, pode correr o risco de enfrentar problemas técnicos e ser penalizado com multa por atraso.
Quem não entregar a declaração dentro do prazo está sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido, acrescido de juros. Além disso, a situação irregular pode trazer problemas para obter empréstimos, financiamentos, passaporte e até participar de concursos públicos.
Devem declarar o Imposto de Renda neste ano os contribuintes que, em 2024, tiveram rendimentos tributáveis superiores a R$ 30.639,90, valor atualizado em relação ao ano anterior. Também entram na obrigação quem teve rendimento isento superior a R$ 200 mil, realizou operações na bolsa de valores ou possuía bens acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2024, entre outros critérios.
Neste ano, a restituição do IR está sendo paga em cinco lotes, com o primeiro programado para o dia 31 de maio, mesmo dia do fim do prazo de entrega. Quem declara com antecedência e sem pendências costuma receber nos primeiros lotes.
A declaração pode ser feita pelo programa da Receita Federal, disponível para download no site oficial, ou por meio do aplicativo “Meu Imposto de Renda”, disponível para Android e iOS. O preenchimento pode ser feito manualmente ou por meio da declaração pré-preenchida, que já traz dados informados por fontes pagadoras, bancos e cartórios, e está disponível para quem tem conta gov.br com nível prata ou ouro.
A Receita reforça que, mesmo quem não teve movimentações financeiras relevantes, mas se enquadra nos critérios de obrigatoriedade, deve declarar. O não cumprimento da obrigação pode gerar problemas futuros com o CPF e bloqueio de acesso a serviços públicos e privados.
por Ana Flávia Costa, sob supervisão