O Governo da Bahia deu continuidade, nesta quarta-feira (16), à série de oficinas territoriais do Projeto Sertão Vivo, iniciativa que visa beneficiar mais de 300 mil pessoas no Semiárido baiano. O segundo encontro regional foi realizado em Bom Jesus da Lapa, reunindo representantes dos territórios do Velho Chico e da Bacia do Rio Grande. A cidade é sede do Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Velho Chico.
O ciclo de oficinas teve início na segunda-feira (14), em Vitória da Conquista, com a participação de municípios do Sudoeste Baiano e do Médio Rio das Contas. Ao todo, serão seis encontros regionais com os territórios contemplados pelo projeto.
Lançado em junho de 2025, o projeto contempla 49 municípios em 13 Territórios de Identidade. A proposta é atender agricultores familiares, povos indígenas, comunidades quilombolas, assentados da reforma agrária e outras comunidades tradicionais.
O objetivo é fortalecer a resiliência climática e garantir segurança alimentar, por meio do acesso à água, incentivo à produção sustentável, fortalecimento da agroecologia e valorização de saberes locais. A expectativa é contribuir para a permanência digna das populações no campo, com geração de renda e gestão comunitária dos recursos naturais.
Durante a oficina, o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, ressaltou que os encontros marcam o início da mobilização territorial do projeto. “A meta é acelerar a execução das políticas públicas em parceria com os consórcios intermunicipais e a sociedade civil organizada”, afirmou.
Já o representante da Fundifran e do Colegiado Territorial do Velho Chico, Dermeval Gervásio de Oliveira, destacou o impacto do projeto diante dos desafios da segurança hídrica e alimentar. Segundo ele, a iniciativa também fortalece a atuação das organizações sociais e estimula a integração de políticas públicas no meio rural.
A próxima oficina acontece nesta quarta-feira (16), em Irecê, com representantes dos territórios de Irecê, Piemonte do Paraguaçu e Recôncavo.
Entre as próximas etapas estão a elaboração dos Planos Territoriais de Investimento, o cadastramento das comunidades, a validação junto aos colegiados territoriais e o lançamento de edital para assessoria técnica.