O jornalista Rodrigo Ferraz, durante a sua coluna de política ‘Em Primeira Mão’ no Jornal Band News desta sexta-feira (24), falou sobre a proposta da Prefeitura de Vitória da Conquista de criar cerca de 50 novos cargos comissionados tem gerado forte repercussão política e debate público. O projeto deve ser encaminhado à Câmara de Vereadores nos próximos dias e inclui mudanças estruturais em secretarias, como a ampliação da atual Secretaria de Governo, que passará a se chamar Secretaria de Governo e Participação Social, aumentando de seis para 14 servidores. A medida vem logo após a criação recente de mais de 30 cargos, o que intensificou questionamentos sobre o impacto e a necessidade dessas contratações.
A discussão ganhou ainda mais força após o vereador Diogo Azevedo (PcdoB), até então aliado da prefeita Sheila Lemos (União), adotar um tom crítico em discurso que repercutiu nas redes sociais. Apesar de reconhecer a legalidade da proposta, o jornalista levantou questionamentos éticos: “este ano é um ano eleitoral, não há ilegalidade na criação de cargos, mas a gente pode pensar na imoralidade na criação de cargos”. Em outro momento, fez uma declaração contundente sobre cargos comissionados: “eu já ocupei cargo comissionado e o cargo comissionado é para ir para a rua, campanha, para fazer campanha, para pedir voto”.
A fala gerou reações imediatas, inclusive com críticas à aparente contradição do vereador, já que ele próprio ocupou cargo comissionado anteriormente. Durante o debate, comentaristas destacaram esse ponto: “como é que o senhor aceitou esse papel de ser contratado em cargo de comissão para ir para a rua pedir voto e agora o senhor, como vereador, usa o microfone da Câmara de Vereadores para fazer crítica de uma coisa que você fez no passado”. A proposta ainda será analisada pelo Legislativo, e a expectativa é de que o tema ganhe novos desdobramentos nas próximas sessões, com acompanhamento atento da população e da imprensa.