Uma nova regra da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ampliou, desde quinta-feira (1º), a cobertura obrigatória da mamografia digital pelos planos de saúde. Antes, o exame tinha cobertura obrigatória para mulheres entre 40 e 69 anos. Com a retirada da diretriz que restringia o acesso, a realização do procedimento passa a considerar a avaliação médica de cada paciente, inclusive para rastreamento, diagnóstico e acompanhamento do câncer de mama.
A mudança ocorre durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de mama continua entre os tipos mais frequentes entre as brasileiras, com estimativa de 66,54 novos casos para cada 100 mil mulheres. O diagnóstico em fases iniciais aumenta as possibilidades de tratamento e pode contribuir para a redução da mortalidade.
A nova cobertura também contempla homens, que representam cerca de 1% dos casos de câncer de mama, segundo o Ministério da Saúde, desde que exista indicação médica para o exame. Entre os sinais que devem ser investigados estão nódulos nas mamas, alterações na pele, retração do mamilo, secreção espontânea e caroços nas axilas. Também entrou em vigor em outubro a obrigatoriedade de cobertura, pelos planos de saúde, do dispositivo intrauterino hormonal (DIU/SIU) para pacientes com endometriose.