Junho é conhecido por ser o Mês do Orgulho LGBTQIA+ no Brasil e é celebrado com uma série de eventos, campanhas e manifestações culturais e políticas em todo o país. Em 2025, a mobilização ganha ainda mais força diante dos desafios enfrentados pela comunidade, que reivindica respeito, cidadania plena e políticas públicas de inclusão. Este ano, as campanhas vão exaltar a resistência de envelhecer dentro da comunidade.
Capitais como São Paulo, Salvador, Recife, Brasília e Porto Alegre já iniciaram programações que incluem exposições, festivais e nos próximos dias devem promover as tradicionais Paradas do Orgulho LGBT+, com milhões de pessoas ocupando as ruas em defesa da diversidade. A Parada de São Paulo, considerada uma das maiores do mundo, acontece no dia 22 de junho na Avenida Paulista, com o tema “Envelhecer LGBT+: Memória, Resistência e Futuro”, levando à avenida uma reflexão sobre os cuidados com o envelhecimento da comunidade e a celebração das histórias de luta deste grupo.
Em Vitória da Conquista, aconteceu na última sexta-feira (30) a 4ª Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, realizada pela prefeitura em parceria com o Conselho Municipal da Diversidade Sexual e de Gênero (CMDSG), reuniu mais de 100 participantes para discutir políticas públicas voltadas à diversidade sexual e de gênero. Entre os temas debatidos estiveram o enfrentamento à violência LGBTQIA+ e a promoção do trabalho digno e geração de renda para essa população.
Governos estaduais e municipais, universidades e instituições culturais também participam das ações. Em várias cidades, monumentos e prédios públicos são iluminados com as cores do arco-íris como forma simbólica de apoio à causa .Com lemas como “Orgulho é Resistência”, o mês de junho também faz um convite ao combate à LGBTfobia e à promoção da cidadania de pessoas LGBTQIAPN+.
O Mês do Orgulho remete à rebelião de Stonewall, em 28 de junho de 1969, em Nova York, quando a comunidade LGBT+ enfrentou uma série de batidas policiais em bares gays e iniciou uma onda de protestos que deu origem ao movimento moderno pelos direitos civis dessa população. Desde então, junho é celebrado mundialmente como símbolo de resistência, visibilidade e afirmação de identidades.