A vereadora Márcia Viviane (PT), em entrevista ao Band Cidade da última sexta-feira (6), falou sobre o encerramento do contrato do Hospital Unimec com a Prefeitura e o que isso pode implicar para a população.
No início ela fez um comparativo com a atual gestão, ao explicar como funcionava o contrato do hospital com a prefeitura durante a gestão de Guilherme Menezes, quando ela ocupava o cargo de secretária de saúde.
“O Unimec sempre foi um prestador privado, mas que mantinha um contrato com a Prefeitura Municipal e nunca foi tratado na gestão, principalmente do prefeito Guilherme Menezes e na gestão do prefeito José Raimundo, como um prestador privado no sentido de só trabalhar com a tabela do Sistema Único de Saúde”.
Ela explicou ainda que os profissionais que atuavam no Unimec eram contratados diretamente pela prefeitura. “O pronto-socorro do Unimec naquela época ele era gerido pela Prefeitura. Então, os médicos que ali atuavam, os enfermeiros eram contratados pela Prefeitura. A Unimec entrava com a estrutura física, insumos, material e a parte de técnico. E os leitos hospitalares para internamento também eram geridos pelo município”.
A vereadora ainda expressou sua preocupação com a saúde, trazendo a informação de um corte de orçamento para a área. “Fiz, inclusive, a alusão, a referência que o orçamento de 2026. Ele teve um corte muito expressivo na saúde. Inicialmente era 72 milhões. Depois do projeto de lei, o valor sancionado ficou em torno de uns 62 milhões, que já é muito, porque a saúde, ela já tem carência de recursos, e aí, a gente vê um corte desse. Então, a gente se preocupa se isso é só um início”.
A Justiça determinou que o Unimec continuasse com o atendimento pelo SUS somente pelos próximos 6 meses, mas Viviane opinou que a prefeitura deveria dialogar com o Hospital para solucionar a situação.
“Mas a Prefeitura vai ter que abrir o diálogo. Porque eu creio, se a Prefeitura não tem ainda a UPA municipal, não dispõe de um outro, outra porta de urgência pra receber esses pacientes, a gente ia sobrecarregar tanto a UPA como sobrecarregar o Hospital São Vicente, que já vivem super lotados”.