Em entrevista ao Jornal Band News desta sexta-feira (25), o secretário da Educação da Bahia, em exercício, Marcius de Almeida Gomes, destacou a expansão da educação integral em tempo integral como uma das principais estratégias do estado para melhorar a aprendizagem e ampliar as oportunidades para os estudantes. “Nós temos uma agenda extremamente importante hoje no estado da Bahia, que é justamente a ampliação da educação integral em tempo integral”, afirmou. Segundo ele, a Bahia já possui mais de 725 unidades escolares modernizadas, com laboratórios de ciência, campos sintéticos, quadras cobertas, salas climatizadas e restaurantes estudantis. “É um grande projeto de fazer com que nossas famílias mais vulneráveis, dos estudantes da educação pública, reconheçam que essas estruturas são condição necessária para valorizar ainda mais o processo da aprendizagem”, disse.
Marcius também ressaltou os investimentos realizados em Vitória da Conquista e no Sudoeste baiano. “Nós estamos falando aí de investimento acima de R$ 130 milhões em Vitória da Conquista. Só na região do Sudoeste Baiano são mais de R$ 330 milhões de investimentos em escolas, modernização”, afirmou. O secretário defendeu que a expansão do ensino integral não deve se limitar à permanência do aluno em sala de aula. “Quando a gente fala da educação integral e pensa na sua expansão, a gente pensa justamente num projeto muito maior do que apenas garantir o estudante na sala de aula, mas garantir oportunidades, garantir experiências que eles possam desenvolver suas habilidades e competências, seja no esporte, na ciência, na arte”, explicou. Ele também destacou a alimentação escolar. “Hoje o menino, a menina que está na rede pública da Bahia tem quatro refeições. São refeições mesmo, não é aquela merenda de antigamente, o suco e a bolacha”, declarou.
Durante a entrevista, o secretário afirmou que a permanência dos estudantes é um dos principais desafios da educação pública e citou a redução do abandono escolar na Bahia. “A gente estava em torno de 14% de abandono. Hoje é uma rede que tem 4%”, afirmou. Apesar da melhora, Marcius disse que a atenção precisa estar voltada aos estudantes que ainda estão fora da escola. “Por mais que a gente tenha 96% de permanência do estudante na escola, o nosso olhar é sempre para cuidar desses 4% que estão aí com dificuldade de retornar para o ambiente da escola”, declarou. Para ele, a escola exerce também uma função de proteção social. “O melhor lugar e mais seguro é a escola. O ambiente fora da escola certamente é muito fragilizado no sentido de poder captar esses meninos para a violência e outros comportamentos que a gente não aprova”, afirmou. O secretário também citou programas como Pé-de-Meia e Bolsa Presença e destacou a necessidade de preparar os estudantes para desafios relacionados à tecnologia, inteligência artificial e às desigualdades sociais.