Em entrevista ao Sabadaço do último sábado (18), apresentado por Marcelo Bonfá e Giorlando Lima, o deputado federal Léo Prates (Republicanos), falou sobre a solicitação da construção de uma nova maternidade no município, para desafogar o fluxo no Hospital Esaú Matos. Em declaração, o gestor citou a secretária de Saúde da Bahia, Roberta Santana, ao defender mudanças na distribuição dos serviços: “nós não podemos mais concentrar os equipamentos de saúde nas grandes cidades, porque isso impacta em todos os serviços”. Ele exemplificou a sobrecarga ao relembrar sua experiência como secretário em Salvador, quando a capital, com cerca de três milhões de habitantes, registrava aproximadamente quatro milhões e meio de cartões do SUS.
Na fala, ele ressaltou que o Sistema Único de Saúde (SUS) funciona como um sistema com limites de capacidade: “não há sistema que comporte isso, não há sistema que se planeje nisso”. Ao usar conceitos da engenharia, explicou que o excesso de demanda pode levar ao colapso: “quando dá o pico, chama overshoot. […] você vai dar um overshoot no sistema, o sistema entra em falência”, comparando a situação ao risco enfrentado durante a pandemia.
A declaração destaca a importância de levar os serviços de saúde para mais regiões da Bahia e aponta problemas como falta de recursos e grande procura por cirurgias. Ele citou como exemplo a fila para procedimentos ortopédicos, destacando que “uma cirurgia de joelho SUS me transferia mil e duzentos reais”, enquanto o custo real ultrapassava oito mil reais, gerando sobrecarga financeira para os municípios e dificultando o atendimento à população.