O Ministério Público da Bahia denunciou integrantes da presidência e da diretoria da torcida organizada Bamor por crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. A denúncia foi apresentada na última sexta-feira (2) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), como resultado da Operação Inquisição. Os denunciados permanecem presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
Segundo o MP-BA, os investigados fariam parte de uma estrutura organizada, com divisão de funções, e teriam utilizado a estrutura da torcida para praticar os crimes. A acusação aponta que duas pessoas teriam sido submetidas a sessões de violência física e psicológica em julho deste ano, em uma tentativa de obter confissões sobre supostas irregularidades relacionadas ao sistema de gestão de associados da entidade. O MP afirma que as ações teriam ocorrido de forma coordenada e na sede da torcida.
O Ministério Público pede à Justiça a condenação dos denunciados pelos crimes atribuídos a cada um, a manutenção das prisões preventivas e o pagamento de indenizações às vítimas por danos materiais e morais. O órgão também solicita a fixação de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões. Foram denunciados dirigentes da Bamor e o policial militar Fernando Santana Esquivel, apontado pelo MP como integrante da torcida organizada. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça.