Com a proposta de oferecer visibilidade, escuta e diálogo à comunidade LGBTQIA+ por meio do audiovisual, o Coletivo POC realiza em Vitória da Conquista a primeira edição da Cine POC – Mostra LGBT+, em parceria com o programa de extensão Janela Indiscreta Cinema e Audiovisual, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). A mostra celebra o Mês do Orgulho com exibições de filmes brasileiros nos dias 10, 12 e 17 de junho, sempre às 19h, na Sala de Projeção Jorge Melquisedeque.
A abertura acontece no dia 10, com o recém-lançado “Baby”, segundo longa-metragem do diretor Marcelo Caetano, que narra a jornada de Wellington, um jovem tentando recomeçar a vida nas ruas de São Paulo após deixar um Centro de Detenção. Na mesma noite, será exibido o curta “Era Vermelho Seu Batom”, de Henrique Magalhães, que discute os estereótipos e tensões vividas por homens gays. A sessão será comentada por Douglas Pereira (Cineclube Germinal) e Vitor Carlo (LALIDIS).
No dia 12, a produção do interior da Bahia ganha destaque com “Cinema de Amor”, de Edson Bastos e Henrique Filho, filmado em Ipiaú durante a pandemia. Antes do longa, será exibido o curta “Closes”, de Pedro Nunes, que mescla relatos sobre direitos LGBTQIA+ com uma história romântica. Os comentários serão feitos por Amom Santos (LEMarx-Uesb) e Jonathan de Castro (Coletivo POC).
Encerrando a mostra, no dia 17, o documentário “Bixa Travesty”, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman, apresenta a vida e a arte de Linn da Quebrada, artista trans negra que desafia padrões de gênero, raça e classe. O curta da noite, “Perequeté”, de Bertrand Lira, retrata o ator e dançarino Francisco Marto. A sessão terá comentários de Gabi Bomfim (PPGLIN-Uesb).
Além das produções recentes, a mostra também destaca obras raras produzidas em Super-8 durante a Ditadura Militar, parte do projeto “A Onda de Filmes Queer em Super-8 da Paraíba”, realizado pela Cinelimite, NUDOC (UFPB) e ABPA.
O ator, produtor e arte-educador Rafael Brandão será o mediador das sessões. O evento é totalmente independente, com apoio da Vitrine Filmes, Voo Audiovisual e da Cinelimite, responsáveis pelos direitos de exibição.
Para o coordenador geral da mostra, Anderson Rosa, o Cine POC representa mais que uma exibição de filmes: “É um espaço de expressão artística e política, onde nossas narrativas ganham voz com sensibilidade e potência estética”.
As sessões são gratuitas e abertas ao público, sujeitas à lotação do espaço. Mais informações estão disponíveis pelo e-mail [email protected] ou no Instagram do grupo @coletivo.poc.