Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para registrar formalmente a intenção de doar órgãos desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024. Segundo o Colégio Notarial do Brasil, 32.587 solicitações foram realizadas até 2026. A iniciativa ganha destaque durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos.
O procedimento é gratuito e pode ser feito totalmente pela internet, por meio da plataforma Aedo, disponível no e-Notariado. Após preencher os dados, o interessado participa de uma videoconferência com um tabelião para confirmar a identidade e a decisão de doar. É possível indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e também revogar a autorização a qualquer momento.
Apesar do registro da intenção, a retirada de órgãos após a morte ainda depende da autorização da família. A taxa média de recusa familiar no país é de cerca de 45%. Para Eduardo Calais, presidente do CNB/CF, além de registrar a decisão, é importante conversar com os familiares sobre a vontade de ser doador. Atualmente, mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.