Durante a sabatina do quadro Band Eleições, nesta terça-feira (18), no Boa Tarde Bahia, da Band Bahia, em parceria com a Tribuna da Bahia, o candidato à reeleição ao Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), foi questionado sobre como seria a relação do Estado caso seu adversário chegasse à Presidência da República e sobre os empréstimos contratados pela gestão entre 2023 e 2026. Jerônimo defendeu a proximidade com o governo federal e afirmou que uma eventual falta de alinhamento poderia prejudicar a Bahia. “Se a gente se eleger aqui e não tiver um presidente que olhe para nós, o jogo não vai ser fácil”, declarou.
Jerônimo citou a relação entre o ex-governador Rui Costa (PT) e o governo federal e afirmou que a Bahia não deve sofrer consequências por escolhas políticas. “Então essa coisa do comportamento de castigo, vamos dar um castigo porque aquele Estado não votou em nós, não é da democracia, não é correto.” O candidato também defendeu a parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fez críticas ao seu principal adversário na disputa pelo governo estadual. “Eu tenho autonomia, vou fazer meu trabalho, mas é importante esse vínculo federal e estadual”, afirmou.
Sobre os empréstimos, Jerônimo afirmou que a situação financeira do Estado permanece dentro dos parâmetros considerados adequados e negou que os valores representem uma ameaça às contas públicas. “Nós temos a capacidade de pagamento dentro de um padrão de país elevado, com rigor fiscal, com responsabilidade fiscal, portanto isso aqui não é uma ameaça.” O candidato também citou investimentos realizados durante a gestão, como a entrega de hospitais, escolas e obras de pavimentação.
Jerônimo afirmou ainda que parte dos recursos obtidos por meio dos empréstimos ainda não foi utilizada. “Esse dinheiro que você está dizendo aí do orçamento nosso de empréstimo não chegou num caixa ainda. Nós estamos executando recursos próprios, alguns muito poucos desse dinheiro, mas já estamos executando, não chegamos ainda a usar eles.” Segundo ele, os investimentos realizados pelo governo também foram possíveis por meio de parcerias com a União.