Em entrevista à Band Conquista e a um pool de rádios, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, comentou a formação da chapa majoritária para as eleições de 2026, a 281 dias do pleito. Questionado pelo jornalista Victor Pinto, ele lembrou entrevistas recentes à Band News TV e à Folha de São Paulo, nas quais confirmou a pré-candidatura à reeleição e afirmou acompanhar pesquisas eleitorais. Segundo Jerônimo, “enquanto a oposição comemora pesquisa, a gente comemora resultado de urna”.
Ao tratar da composição da chapa e do nome do senador Ângelo Coronel, o governador destacou que as decisões estaduais estão diretamente ligadas ao cenário nacional. “Nós sabemos que uma decisão para uma chapa majoritária e até proporcional de um Estado como a Bahia dialoga muito com o cenário nacional”, afirmou. Ele avaliou que a reorganização das forças de oposição ao presidente Lula influencia o desenho político na Bahia e acrescentou: “Aqui na Bahia o meu opositor vai ter que decidir agora. Ele não pode ficar mais no tanto faz”.
Jerônimo defendeu que o grupo governista seguirá o método do diálogo entre partidos e lideranças. “A nossa forma de trabalhar é o ganha-ganha, nós temos que botar na mesa o que é que as candidaturas ganham e o que é que os partidos ganham”, disse. Ele ressaltou que decisões não são tomadas de forma isolada e citou a participação de siglas como PSD, PSB, PCdoB e Avante. “A gente senta, a gente dialoga, a gente não toma decisão de forma que machuque as pessoas”, completou.
O governador afirmou ainda que o grupo usará todo o prazo disponível para fechar a chapa. “Nós vamos sentar e usar até o último dia para que a chapa saia competitiva e de uma forma que não desagregue o grupo”, declarou. Ao final, destacou a rotina de articulação política junto à gestão. “Estou governando sentado, mas correndo a Bahia, sentado com a equipe, com prefeitos, com o presidente Lula, com empresários. Essa é a minha expectativa: criar uma chapa competitiva e unidora do grupo”.