Vitória da Conquista atravessa 2025 com um trânsito tensionado. Entre janeiro e agosto, foram registrados 1.511 acidentes com vítimas, alta de 22,9% em relação ao ano anterior, além de 1.701 colisões sem feridos. Motociclistas seguem no centro da crise, os sinistros cresceram 17,25% no primeiro quadrimestre, embora sem mortes no período, conforme Samu e Semob. A pressão sobre a segurança viária se intensificou após o registro de 17 colisões contra postes apenas nos quatro primeiros meses do ano.
Os atropelamentos também se tornaram um ponto crítico. Um dos casos mais devastadores ocorreu na Avenida Gilenilda Alves, no Boa Vista, quando uma criança de 4 anos morreu após ser atingida junto com a mãe. Em novembro, outro episódio trágico: um ciclista perdeu a vida após ser atropelado na BR-116, próximo a Veredinha. A Semob aponta que pedestres representam 9,13% das internações por acidentes no município, consolidando-se como um grupo altamente vulnerável.
No plenário da Câmara, o vereador Ivan Cordeiro (PL), cobrou endurecimento da fiscalização e criticou a gestão da chamada muralha digital: “Tivemos recentemente um acidente na Gilenilda Alves. Uma criança de 4 anos morreu nos braços da mãe. Outra questão que precisa ser levantada é a muralha digital. Tínhamos um contrato de 1 milhão de reais, que passou para 5 milhões, e mesmo assim os radares foram retirados. Na Luiz Eduardo Magalhães, onde havia radar, um acidente grave aconteceu após sua remoção. Há mais de 5 anos pedimos redutores de velocidade na Avenida Filipinas. Ontem morreu um jovem de 20 anos. Até quando? Para onde está indo o dinheiro da muralha digital?”