A Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista divulgou, nesta sexta-feira (18), o resultado do segundo Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2025. O estudo identificou uma queda de 2,4 pontos percentuais no Índice de Infestação Predial (IIP), que passou de 4,4% para 2% em relação ao primeiro levantamento do ano.
A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 12 de julho e envolveu a visita de agentes de endemias a 6.218 imóveis em 80 localidades da sede do município. Das áreas avaliadas, 40 apresentaram índice satisfatório de infestação e outras 40 registraram IIP entre 1% e 14,2%. No primeiro levantamento, 52 bairros apresentaram positividade para focos do mosquito; agora, são 40.
Com a nova taxa, Vitória da Conquista deixa a classificação de alto risco (acima de 4%) e passa a ser considerada de médio risco de infestação (entre 1% e 3,9%). No entanto, o município ainda não atingiu o índice considerado ideal, que é inferior a 1%.
Com base no novo mapeamento, a Coordenação de Controle de Endemias vai direcionar ações estratégicas para os bairros com os maiores índices de infestação, com o objetivo de reduzir ainda mais a presença do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.
Casos de arboviroses
Segundo dados do Sistema Nacional de Notificação (Sinan), até o momento foram registrados em 2025 um total de 2.656 casos suspeitos de dengue, com 364 confirmações, além de 98 casos suspeitos de chikungunya (seis confirmados) e cinco de zika (um confirmado). Ainda estão sob investigação 280 casos de dengue e 40 de chikungunya.
Ações de prevenção
A Secretaria reforça a importância da colaboração da população nas ações de combate ao mosquito. Entre as orientações estão: eliminar locais com água parada, manter reservatórios bem fechados, limpar calhas, colocar areia nos pratos de plantas e permitir o acesso dos agentes às residências.
Alerta para sintomas
Em caso de sintomas como febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele ou dor de cabeça, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação e notificação dos casos suspeitos.