A tradicional Festa de Nossa Senhora das Vitórias, padroeira de Vitória da Conquista, recebeu oficialmente o título de Patrimônio Cultural e Imaterial do município. A Lei nº 3.023, sancionada na última quarta-feira (11) pela prefeita Sheila Lemos, teve origem em proposta do vereador Luís Carlos Dudé, apresentada em abril e aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal.
Para o autor do projeto, o reconhecimento reafirma a relevância histórico-cultural da celebração, que tem raízes no início do século XIX. “A sanção desse projeto é de fundamental importância. Nossa Senhora das Vitórias é padroeira de Vitória da Conquista, e os festejos trazem muita alegria e esperança”, afirmou Dudé.
De acordo com registros de historiadores como Mozart Tanajura e Bruno Bacelar, a primeira missa dedicada à santa ocorreu em 1809, celebrada por um presbítero vindo da Vila de Rio Pardo, em Minas Gerais. Desde então, a devoção mariana, de origem portuguesa, mobiliza fiéis e turistas a cada ano.
O padre Irineu, pároco da Catedral Metropolitana, destacou o simbolismo da festa: “Essa lei valoriza a fé tão bonita dos devotos. A festa deste ano está sendo preparada com muita fé e alegria, com a imagem em peregrinação pelas paróquias”.
A Catedral Metropolitana, erguida no estilo neogótico em 1944, abriga a imagem de madeira de Nossa Senhora das Vitórias trazida de Portugal. O templo é centro da programação religiosa, que inclui novenário, missas, procissão e celebração campal no Parque de Exposições. Em 2025, o evento ocorre em meio ao Jubileu da Esperança da Igreja Católica.
Neste ano, as comemorações começaram em 6 de agosto com o novenário e culminaram no dia 15, data da Assunção de Maria, com alvorada, missas e procissão. Em média, de 15 a 20 mil pessoas participam da missa solene, segundo a Arquidiocese. O encerramento, marcado por grande participação popular, reforçou o caráter identitário e religioso da festa, agora reconhecida oficialmente como parte do patrimônio imaterial conquistense.