Os fitoterápicos, medicamentos produzidos a partir de plantas medicinais, têm ganhado espaço no mercado brasileiro, especialmente em regiões onde o uso tradicional dessas espécies faz parte da cultura local. De acordo com levantamento do Instituto Escolhas, o setor movimentou cerca de US$ 173 milhões no país em 2022. Embora ainda represente uma pequena parcela do mercado global, o dado revela um potencial significativo de crescimento.
Esse avanço já se reflete em iniciativas locais de pesquisa. Em Ipupiara, na Chapada Diamantina, os estudantes Marcos Wesdras e Ana Kaylla, do Colégio Democrático Estadual Castro Alves, desenvolveram uma pomada e um xarope a partir da casca de aroeira, planta nativa conhecida por suas propriedades anti-inflamatórias, cicatrizantes e antimicrobianas. O trabalho foi orientado pelo professor Edippo Geovanni Dias.
A proposta surgiu a partir da observação do uso popular da planta por moradores da região, principalmente entre os mais velhos.
A pesquisa integra a série de reportagens da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), lançada em 8 de julho de 2019, data em que se comemora o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico. A iniciativa tem como objetivo destacar o trabalho de cientistas e pesquisadores baianos que atuam em áreas como saúde, educação e segurança, buscando soluções que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da população.