Na última segunda-feira (26), o Brasil celebrou o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, data dedicada à conscientização sobre uma das doenças oculares mais graves e silenciosas do mundo. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no planeta, afetando milhões de pessoas. A campanha nacional visa reforçar a importância da prevenção e do acesso à saúde ocular.
A enfermidade é silenciosa e é provocada pela atrofia do nervo óptico, responsável por conectar o olho ao cérebro. Por ser assintomática nas fases iniciais, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a perda da visão. No Brasil, a doença acomete cerca de 2,5 milhões de pessoas, segundo a Sociedade Brasileira de Glaucoma. A Bahia tem maior prevalência de glaucoma que outros estados brasileiros por contar com a maioria da população constituída de pessoas negras – grupo que tem maior risco de desenvolver a doença.
Entre os fatores de risco, também estão o histórico familiar e a idade, que aumentam de três a cinco vezes a chance de desenvolvimento da patologia, além da presença de outras doenças como a alta miopia. Especialistas recomendam que pessoas acima de 40 anos façam exames oftalmológicos periódicos, especialmente aquelas com diabetes e hipertensão arterial.
Diagnóstico e Tratamento
O glaucoma pode ser identificado a partir de um exame simples em uma visita ao oftalmologista, que mede a pressão intraocular. Embora não tenha cura, é possível interromper a perda de visão com medicação, que inclui o uso de colírios, além de tratamento a laser ou cirurgia. Entre 2019 e 2023, os tratamentos clínicos do glaucoma beneficiaram, em média, 280 mil pacientes de todas as regiões brasileiras a cada ano.
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece exames, acompanhamento e tratamento para o glaucoma. O primeiro passo para acessar o serviço é procurar a Unidade de Saúde da Família mais próxima, que poderá encaminhar o paciente para avaliação especializada.