A síndrome pós-covid e suas múltiplas manifestações clínicas estiveram no centro da entrevista da Dra. Raíssa Soares ao Jornal Band News nesta sexta-feira (16). A médica relatou ter acompanhado 3.681 pacientes com sintomas persistentes após a infecção pelo coronavírus, como fadiga, perda de memória, distúrbios intestinais, dores articulares e perda de olfato e paladar.
“Depois que eu tive a doença covid, a minha vida saiu do eixo”
Segundo a médica, a ciência já reconhece a persistência de fragmentos virais no organismo.
“O que nós sabemos, até o momento, é que a proteína Spike é como se fosse um corpo estranho, e o corpo entra em fadiga tentando expulsar isso”
A partir dessa constatação, a Raíssa Soares desenvolveu um protocolo clínico baseado em estudos internacionais.
“Desde 2023, grupos estrangeiros já começaram a usar fitoterápicos e probióticos”
O tratamento envolve substâncias como bromelina, cúrcuma, natoquinase e a recuperação da saúde intestinal.
“Nos primeiros 40 dias, as pessoas têm em torno de 70% de melhora. Com 90 dias, 90% de melhora dos sintomas”
Raíssa reforçou que não é contra vacinas e reconheceu seu papel na redução da mortalidade.
“Eu vi a vacina funcionar. Eu não posso dizer que ela não fez efeito”
Ao final, defendeu que o tema seja tratado como política pública permanente.
“O covid está entre nós. O que a gente vai fazer com as pessoas que ficaram com sequelas?”
Confira a entrevista na íntegra: