Durante a entrevista ao Jornal Band News desta quarta-feira (7), o senador Jaques Wagner foi questionado sobre o cenário político de Vitória da Conquista, que não elegeu nenhum deputado federal. O deputado federal Waldenor Pereira (PT) ficou na suplência. Sobre o resultado, o senador afirmou: “Pra mim é uma pena ele não ter conquistado um lugar como deputado federal. Waldenor é, sem dúvida nenhuma, um deputado federal de imensas qualidades. Sempre fez essa dobradinha com Zé Raimundo, que foi eleito, e sempre foi dos quadros mais organizados que eu conheço de deputado federal no PT. É óbvio que aí teve uma candidatura também do MDB, da candidata Lúcia. Então houve uma espécie de divisão dos votos de Conquista simpáticos ao nosso grupo, porque o MDB também estava dentro da nossa chapa, a chapa de Jerônimo. E eu não sei se foi esse o elemento que acabou fazendo com que ele não se elegesse.”
O senador afirmou ainda que o resultado das urnas deve ser respeitado, mas garantiu que Vitória da Conquista continuará recebendo atenção do grupo político. “De qualquer forma, o que aconteceu temos que encarar e respeitar o resultado das eleições. Conquista ficou sem um deputado federal próprio da cidade, fez os deputados estaduais, e vamos trabalhar. Nós vamos dar cobertura a Vitória da Conquista pela importância, como sempre. Temos saneamento, universidade, hospital, novo aeroporto. Nós não vamos deixar de fazer o que Conquista precisa. Evidentemente que ela fica prejudicada por não ter, na Câmara Federal, um deputado federal como Waldenor diretamente vinculado ao município.”
Questionado pelo jornalista Victor Pinto sobre o resultado da eleição para o Senado, em que Wagner abriu vantagem sobre Ângelo Coronel, o senador também fez uma avaliação da disputa e das pesquisas eleitorais. “Nenhuma pesquisa minha interna nunca deu empate técnico. Eles apostaram com as denúncias vazias que foram feitas, assim como em 2018 sobre a Fonte Nova. Agora, sua vinculação minha com o escândalo do banco, eu já disse: eu não tenho nenhum negócio, aliás, eu não tenho nem CNPJ. Então não tem nenhum negócio feito com o Banco Master e eu tô muito tranquilo em relação a isso.”
Wagner também afirmou que acreditava na própria vitória e atribuiu o resultado ao trabalho realizado pelo grupo político. “Pra mim era uma bravata. Eu nunca vi isso, sempre acreditei que a gente ia ter Rui Costa e eu tinha os votos muito próximos, como teve 300 e poucos mil votos de diferença.” Sobre as acusações feitas durante a campanha, declarou: “Muita gente achou que, em função dessa que eu chamo de denúncia vazia, ia me prejudicar. Com a graça de Deus, a Bahia não se deixa prejudicar pelo que eu conheço de trabalhadores e empresários, sabe qual é o meu padrão de comportamento, aliás, meu não, do grupo nosso. E, portanto, essa tentativa de estigmatizar minha imagem deu com os burros n’água.”
Por fim, Wagner criticou a postura de Ângelo Coronel durante a campanha e afirmou que considera o episódio encerrado. “Ele que escolheu o caminho que eu considero da traição, porque ele é senador por conta desse grupo aqui, foi pra lá receber o troco de não ser senador. Além de, na minha opinião, ter prejudicado os dois filhos, que ambos tiveram, pelo menos o candidato a deputado federal, que é uma pessoa que eu tenho muito apreço, acabou perdendo voto e uma expectativa até de crescimento do voto.” E concluiu: “Mentira tem perna curta e acabou que o resultado confirmou aquilo que eu sempre disse, que nós seríamos eleitos juntos. Mas, pra mim, isso é passado. Eu não vou ficar discutindo isso com quem escolheu o caminho errado e teve o troco nas urnas.”