A montadora BYD e o cantor Amado Batista foram incluídos no cadastro do Ministério do Trabalho e Emprego que reúne empregadores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas à escravidão. A atualização foi divulgada nesta terça-feira (7) e elevou a lista para 613 nomes.
No caso da BYD, fiscalizações realizadas em Camaçari, na Bahia, identificaram 163 trabalhadores chineses nessas condições durante a construção de uma unidade industrial. Foram apontadas irregularidades como jornada exaustiva, condições degradantes e restrições de locomoção. A empresa firmou um acordo com o Ministério Público do Trabalho no valor de 40 milhões de reais.
Já Amado Batista foi incluído após fiscalização em propriedades rurais em 2024. Segundo o ministério, trabalhadores foram encontrados em situação precária, com jornadas exaustivas e alojamentos inadequados. A assessoria do artista informou que um acordo foi firmado e as obrigações trabalhistas já foram regularizadas.
A chamada “lista suja” do trabalho escravo é atualizada duas vezes por ano e tem como objetivo dar transparência às ações de combate a esse tipo de prática no país.