Com mais de 1 milhão de pessoas vivendo com HIV no Brasil e um grande número de casos registrados a cada ano, um novo tratamento preventivo pode ser decisivo no combate ao vírus no País. Se trata da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) injetável à base de cabotegravir que oferece ação prolongada e reduz o risco de infecção pelo HIV em até 90% em comparação com a PrEP oral de acordo com estudos realizados em 13 países, inclusive o Brasil.
A expectativa é que o medicamento chegue ao Sistema Único de Saúde (SUS) e acelere a redução das infecções e o fortalecimento das ações preventivas entre os grupos de risco. O medicamento, administrado por injeção intramuscular a cada dois meses, começa com duas doses mensais e segue com aplicações bimestrais a partir do terceiro mês. É indicado para pessoas HIV-negativas com mais de 12 anos e peso mínimo de 35 quilos.
Além do impacto direto na saúde pública, as projeções da farmacêutica GSK, que desenvolve o medicamento em parceria com a ViiV Healthcare, apontam que a incorporação da PrEP injetável ao SUS pode evitar até 385 mil novos casos nos próximos 10 anos e gerar uma economia de até R$ 14 bilhões em tratamentos.
Atualmente, a proposta está sob análise da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), e a expectativa é que a implementação na rede pública aconteça até o final de 2025. Na rede privada, a comercialização depende da definição do preço pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). Enquanto isso, a PrEP oral continua sendo oferecida gratuitamente em unidades de saúde em todo o país.