Altamente contagioso, o sarampo é uma das doenças infecciosas mais transmissíveis. Segundo o Ministério da Saúde, uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas não vacinadas com quem tenha contato próximo. Por isso, a principal barreira de proteção continua sendo a vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. O aumento do número de casos da doença, nas Américas e em outras partes do mundo abre um alerta para o risco de reintrodução do vírus no território nacional.
A cobertura vacinal no Brasil teve avanços em 2024, especialmente no Nordeste, onde a taxa de imunização com a primeira dose se aproximou da meta de 95%. Em nível nacional, essa meta foi superada. No entanto, a segunda dose ainda deixa a desejar: a cobertura ficou em torno de 76%, abaixo dos 95% recomendados para garantir a proteção coletiva.
O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, destaca a importância de manter altos índices de vacinação. “Hoje a gente tem uma certificação do sarampo no nosso país, e manter essa condição é um grande desafio. A vacinação é a principal forma de evitar que doenças comuns no passado voltem a se espalhar pelo Brasil”, alerta.
A vacina tríplice viral está disponível gratuitamente no Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 12 meses a quatro anos. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses e a segunda, aos 15. Adolescentes e adultos até 59 anos que não completaram o esquema vacinal também podem ser imunizados.
A melhora nos índices de vacinação em 2024 foi expressiva em relação a 2022, quando a cobertura da primeira dose era de cerca de 80% e da segunda, apenas 58%. A mobilização de profissionais de saúde e campanhas educativas têm sido fundamentais para esse avanço, mas o desafio agora é consolidar esses resultados e ampliar a segunda dose.
O Ministério da Saúde reforça o convite à população, para que participe da mobilização nacional pela vacinação contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou um documento com foto, original, e garanta sua imunização.
por Ana Flávia Costa, sob supervisão