O senador Otto Alencar (PSD) passou por um procedimento cirúrgico para implantação de um marca-passo após um episódio de “bradicardia no último final de semana”. O parlamentar recebeu alta nesta segunda-feira (9) do Hospital Aliança, em Salvador, onde estava internado.
Para explicar sobre a bradicardia e a implantação do marca-passo, a BandNews FM entrevistou o cardiologista Fábio Vilas Boas nesta segunda-feira (9), que detalhou o que é a bradicardia e o que pode causar essa condição.
Bradicardia é quando o coração bate numa frequência abaixo de 50 (batimentos por minuto). Mas essas bradicardias que levam à necessidade de marca-passo em idosos decorrem quase sempre de uma doença degenerativa do sistema de condução elétrica do coração. O coração, além do músculo, ele tem uma série de fiozinhos lá dentro que levam o estímulo que ele recebe para todas as partes e faz com que o coração bata”.
Fábio Vilas Boas também explicou que a tontura é o principal sintoma da bradicardia e é um sinal de alerta.
Quando a pessoa tem uma frequência cardíaca muito baixa, quando o coração bate muito lentamente, isso pode fazer com que surjam sintomas e, geralmente são sintomas de tontura, porque o coração está batendo ali 40, 30 batimentos por minuto. O sinal de alerta é a tontura”.
O cardiologista também explicou que a decisão de implantação do marca-passo é clínica e que o aparelho é totalmente seguro.
Ter um implante de marca-passo é algo extremamente seguro. Os marca-passos estão aí na cardiologia há mais de 50 anos e, ao longo de 50 anos, evoluíram dramaticamente. Hoje, eles são aparelhos menores do que uma caixinha de fósforo, que é implantado embaixo da pele do músculo da clavícula, e um fio é conectado dentro do coração, que passa a comandar os batimentos cardíacos”.
Fábio ainda explicou que o avanço da tecnologia fez com que os marca-passos se tornassem aparelhos inteligentes.
Como nós tivemos uma evolução muito grande da informática, esses aparelhos são extremamente inteligentes, se adaptam perfeitamente ao funcionamento do coração e quem os tem, não tem nenhum sentimento, não sente nada, não sente choque, nem lembra que tem um aparelho. Que fica no corpo pelo menos 10 anos, até depois trocar a bateria”.