Um estudo do Instituto Trata Brasil acendeu o sinal vermelho, cidades brasileiras podem enfrentar até 12 dias de racionamento de água por ano até 2050. As projeções, baseadas em mudanças climáticas, expansão urbana e aumento das temperaturas, apontam o Nordeste como uma das regiões mais vulneráveis.
Na contramão do cenário nacional, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) garante que a Bahia está se preparando para enfrentar o futuro sem risco de desabastecimento. A estatal opera dois dos maiores sistemas do semiárido, as adutoras do São Francisco e do Algodão, que abastecem juntas mais de 600 mil pessoas em regiões estratégicas como Irecê, Guanambi e Caetité.
Além disso, estão em andamento obras na Região Metropolitana de Salvador, com investimentos de cerca de R$ 110 milhões para ampliar o sistema que usa as barragens de Pedra do Cavalo e Joanes. Os recursos reforçam o abastecimento em cidades como Candeias, Madre de Deus, São Francisco do Conde e nas ilhas da capital, além de projetos em Simões Filho e Camaçari para atender ao crescimento urbano.
No interior, os aportes se multiplicam, a barragem do Rio Catolé, em Vitória da Conquista, receberá R$ 344 milhões e garantirá água a mais de 347 mil pessoas. No Vale do Jiquiriçá, o sistema de Planaltino, em fase final, deve beneficiar cerca de 90 mil moradores, enquanto o sistema de Anagé já abastece cinco municípios do sudoeste.