Mais de 666 obras de artistas afro-brasileiros retornaram ao Brasil e serão anunciadas nesta segunda-feira (26), no Centro Histórico de Salvador, ao integrar o acervo do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab). As obras chegaram em Salvador no dia 12 de janeiro.
Essa é a maior repatriação de obras de arte da história brasileira. O acervo integrava uma coleção privada organizada pelas norte-americanas Bárbara Cervenka, artista plástica, e Marion Jackson, historiadora da arte.
O anúncio contará com a participação da Ministra de Cultura do Brasil, Margareth Menezes, a Presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Fernanda Castro, e o Presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Rodrigues.
A coleção é composta por pinturas, esculturas, fotografias, xilogravuras, arte sacra, gravuras, estampas e outras tipologias, e retrata narrativas, técnicas e imaginários historicamente marginalizados pelas instituições culturais hegemônicas.
Entre os artistas presentes no acervo estão J. Cunha, Goya Lopes, Zé Adário, Lena da Bahia, Raimundo Bida, Sol Bahia, Manoel Bonfim, entre muitos outros.
As obras chegaram após um processo logístico internacional, que envolveu embalagem especializada, adequação às normas de conservação museológica, trâmites alfandegários e transporte técnico especializado, que contou com o suporte da Alfândega da Receita Federal em Salvador.
Desde então, o acervo passa por procedimentos técnicos de museologia, como laudagem, conservação preventiva e salvaguarda.
Por Matheus Guimarães, sob supervisão